Geriatria
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GERONTOLOGIA E GERIATRIA
Gerontologia é o ramo da ciência que estuda o envelhecimento humano e suas conseqüências sociais, culturais, econômicas, biológicas, além dos instrumentos, de várias naturezas, utilizados para torná-lo “bem sucedido”, tanto em termos de longevidade quanto de qualidade de vida.
Geriatria é uma disciplina das ciências médicas e um ramo da gerontologia, que trata das questões de saúde do idoso e cujo exercício profissional é regulamentado eticamente pelo Conselho Federal de Medicina.
A ação interdisciplinar, dentro dos cânones éticos inerentes a cada profissão, implica em pensar, sentir e agir em comum, visando propiciar melhor atendimento ao idoso.
Como alguém pode ser classificado como idoso?
Critério cronológico: América do Norte, 65 anos.
Nossa noção sobre idoso vai mudar com o aumento da idade média de vida.
Nesta situação, justifica-se maiores investimentos na questão da velhice que reside na preocupação recorrente de que o envelhecimento demográfico irá sobrecarregar os cofres públicos, agora não só pela demanda dos serviços de saúde, mas também do sistema da Previdência Social.
A proporção de idosos que vivem sozinhos aumenta com o passar dos anos.
As causas mais comuns de morte de idosos são: doença aterosclerótica coronariana, câncer e acidente vascular cerebral.
A proporção dos idosos de qualquer idade sem alguma doença crônica é pequena. Mais da metade dos homens com mais de 80 anos e 70% das mulheres com a mesma idade têm duas ou mais condições crônicas.
Osteoartrose, hipertensão arterial sistêmica, diabetes, baixa acuidade auditiva e doença cardíaca.
As deficiências funcionais são o resultado esperado da doença; por sua vez, as limitações funcionais predizem a utilização maior dos serviços, morbidade adicional e morte.
Idosos com mais de 75 anos são chamados de “idosos debilitados” devido ao aumento de limitações das atividades funcionais.
SAÚDE E DOENÇA
Perda da saúde ocorreria quando a doença se instalasse no organismo.
Século XIX evidências de que doenças infecciosas eram provocadas por microorganismos em água contaminada, ou solo. Pasteur demonstrou a origem microbiana das doenças infecciosas.
Soros e vacinas e serviços de saúde melhor organizados prolongaram a vida do ser humano.
Doenças crônicas relacionadas a comportamentos inadequados como: tabagismo, alcoolismo, inatividade, obesidade, dietas inadequadas. Estresse, condições de trabalho e isolamento.
Avanços científicos e tecnológicos: reduz a mortalidade graças ao tratamento intensivo, às próteses e órteses, marca-passos, revascularização cardíaca e de outros órgãos, os transplantes, a bioeletrônica, cirurgias oftalmológicas, próteses auditivas.
Engenharia genética e modificação de genes.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAUDE.
Em 1948 a OMS: saúde é o mais completo estado de bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.
A qualidade de vida na Terceira Idade pode ser definida como a manutenção da saúde, em seu maior nível possível, em todos os aspectos da vida humana: físico, social, psíquico e espiritual (OMS, 1991).
É a preservação do prazer nos seus diversos aspectos.
Conotação socioeconômica relacionada ao desenvolvimento.
Condicionamento religioso importante.
O conceito de bem estar tem a ver com a percepção de cada pessoa sobre o seu corpo. Reflexo do conjunto harmônico e silencioso de todas as funções fisiológicas, mantendo a capacidade de ajustar-se homeostaticamente (auto-regulação do meio interno) aos estímulos e agressões do ambiente animado e inanimado.
Pode-se ter bem estar com perda de saúde?
Cuidado com a alimentação.
Visitas regulares ao médico.
Prática regular de atividades aeróbicas e exercícios.
Atividade sexual.
Evitar depressão.
Contato familiar constante
Preservação e manutenção da autonomia, independência e dignidade do idoso.
Manter a mente ativa e saudável.
As doenças fisiológicas que ocorrem com a passagem do tempo não incluem alterações em decorrência de processos patológicos. As doenças comumente associados ao idoso se devem a abusos de longo prazo: tabagismo, má nutrição, exercícios inadequados, exposição a agentes nocivos.
Os idosos tornam-se cada vez mais limitados na sua capacidade de desempenhar atividades da vida diária, devido a equilíbrio precário, resistência diminuída, fraqueza generalizada ou quedas repetidas. (envelhecimento ou inatividade?)
“a chegada à Terceira Idade traz consigo limitações sobre um corpo já muito vivido. Já não se tem a mesma vitalidade, a rapidez dos movimentos e do raciocínio, a mesma coordenação motora da época da juventude. Há mais tempo disponível, mas não sabem o que fazer com ele… Acostumados a fazer, não sabem o que é ser…”
TEORIAS DO ENVELHECIMENTO
Teorias biológicas
Imunitária
O sistema imunológico parece já não conseguir distinguir as células sãs existentes no organismo das substancias estranhas
Genética
O envelhecimento seria programado biologicamente e faria parte de um contínuo, durante o desenvolvimento orgânico, sendo rigorosamente a embriogênese, a puberdade e a maturação.
Do erro da síntese protéica
Alterações na molécula do DNA falseiam a informação genética levando à formação de proteínas incompetentes.
Do desgaste
As zonas do organismo humano deterioram-se com o uso.
Dos radicais livres
Os radicais livres provocam a perioxidação dos lipídios não saturados e transformando-nos em substancias que envelhecem as células.
Neuro-endócrina
A regulação do envelhecimento celular e fisiológico está ligada às mudanças das funções neuro-endócrinas.
Teorias psicosociais
Da atividade
Im idoso deve manter-se ativo a fim de: obter, na vida, a maior satisfação possível; manter a auto estima e conservar a saúde.
Da desinserção
O envelhecimento acompanha-se de uma desinserção recíproca da sociedade e do individuo.
Da continuidade
O idoso mantém a continuidade nos seus hábitos de vida, nas suas preferências, experiências e compromissos, fazendo estes parte da sua personalidade.
Para uma velhice saudável, é preciso promover a saúde durante toda a vida do individuo. É o acumulo de interação de processos sociais, de saúde e de comportamentos de toda a vida “ o que define o sentido e o valor da velhice é o sentido atribuído pelos homens à existência, é o seu sistema global de valores”(Simone de Beauvoir)
Vivemos a era das doenças da civilização e das doenças crônicas.
Demandas de serviços, benefícios e atenções que constituem desafios para governantes e sociedades do presente e do futuro.
Lei 8.842 de 04 de janeiro de 94. Política nacional do idoso. Cria o Conselho Nacional do idoso.
Organização pan-americana da saúde (OPAS) Em 1998:
Princípio de ação comum: concentrar a atenção na promoção da saúde e na minimização da dependência dos idosos. O envelhecimento bem sucedido depende muito mais da prevenção de doenças e deficiências, da manutenção de altas funções físicas e cognitivas e da participação constante em atividades sociais e produtivas.
IMOBILIDADE E MARCHA
A imobilidade prolongada gera deteriorização funcional progressiva dos vários sistemas, além da senescência normal, chegando finalmente a Síndrome da Imobilidade.
Imobilidade é a incapacidade funcional do individuo de deslocar-se sem o auxilio de outra pessoa para satisfazer suas necessidades fisiológicas.
A síndrome da imobilização é um complexo de sinais e sintomas resultantes da supressão de todos os movimentos articulares, e, por conseguinte da incapacidade da mudança postural.
CAUSAS
Disfunção músculo esqueléticas : fraqueza, fratura, osteoartrose, EA, AR
Doença cardio vascular
Disfunções neurológicas – demência, avc, Parkinson
Doença vascular periférica – úlcera venosa, diabetes
Doenças pulmonares
Fatores ambientais
A causa mortis de idosos com SI é devida a falência múltipla dos órgãos. Embolia, pneumonia e a septicemia.
CONSEQUENCIAS
Ulceras de pressão, osteoporose, rigidez, atrofia, incontinência fecal e urinaria, hipotensão postural, obstipação, atelectasia, depressão, demência delirium.
CRITERIOS DIAGNOSTICOS
Maiores: déficit cognitivo de médio a grave
Menores: sofrimento cutâneo, disfagia de leve a grave, dupla incontinência, afasia
Pelo menos 1 dos maiores e 2 dos menores.
Ulceras de pressão são ares de lesão na pele ou tecidos subjacentes decorrentes de pressão extrínseca aplicada sobre a superfície corpórea.
Em hospitais de 3 a 11%
60% em fraturas de fêmur, tetraplégicos e UTI
Mortalidade de 88% em 1 ano
Grau 1 eritema que não desaparece a digito pressão
Grau 2 perda parcial da espessura da pele, superficial, abrasão, bolha ou cratera rasa.
Grau 3 perda de toda espessura da pele, comprometimento ou necrose de todo tec. Subcutâneo. Cratera profunda.
Grau 4 necrose profunda com comp. Muscular, ósseo, tendões, articulações podendo atingir cavidades.
INDEPENDENCIA FUNCIONAL
Habilidade para executar funções relacionadas à vida diária. Capacidade de viver independente. (condições motoras e cognitivas)
DEPENDENCIA FUNCIONAL
Incapacidade de funcionar adequadamente sem ajuda, devido a limitações fisicas e ou cognitivas.
DEFICIENCIA
Anomalia ou perda na estrutura corporal, na aparência ou na função de um órgão ou sistema.
INCAPACIDADE
Restrição ou perda de habilidades em conseqüência dos distúrbios do ponto de vista funcional e da atividade do individuo.
DESVANTAGEM
São as conseqüências sociais e ambientais que afetam o indivíduo a partir do momento que ele não pode se adequar às expectativas e normas de um meio sociocultural (alterações no relacionamento social, diminuição das oportunidades de trabalho, de lazer, de educação e do convívio social).
PREVENCAO E MANEJO DE QUEDAS
Queda é um evento freqüente e limitante, sendo considerado um marcador de fragilidade, morte, institucionalização e de declínio na saúde dos idosos.
Um dos grandes problemas da saúde pública.
No Brasil, cerca de 29% caem ao menos 1 vez ao ano e cerca de 13% cai de forma recorrente.
A maior suscetibilidade dos idosos se deve à alta prevalência de comorbidades presentes e o declínio funcional.
Fraturas, traumatismo craniano e lacerações sérias aumentando as chances de morte prematura.
Metade dos idosos com fratura do quadril não recuperam a mobilidade prévia.
Fatores extrínsicos e intrínsicos
Queda é uma mudança de posição inesperada, não intencional, que faz o indivíduo permanecer em um nível inferior.
Quedas podem ser graves ou leves, prolongadas ou curtas.
Objetivo: diagnosticar e tratar o indivíduo após a queda e identificar fatores de risco para prevenir novas quedas.
CONSEQUENCIAS
Lesões
Problemas psicológicos
Perda da auto-estima, auto-confiança, superproteção da família
Imobilidade
Isolamento
Depressão
Internação hopitalar ou asilo
Morte
FATORES DE RISCO E INTERVENÇOES
Fraqueza muscular de MMII
Distúrbio de equilíbrio
Distúrbios de marcha
Deficit visual
Déficit auditivo
Hipotencão postural
Uso de medicação psicotrópica
Presença de riscos ambientais
Queixa de tontura
Necessidades específicas nas eliminações
Distúrbios de comportamento
Doença de Parkinson, AVC, artrite, neuropatias, demência
Distúrbio de atenção, dificuldade em dupla tarefa.
ASPECTOS ORTOPÉDICOS E TRAUMATOLÓGICOS
Durante o processo de envelhecimento biológico, não apenas o osso, mas todas as estruturas componentes do aparelho locomotor são atingidas.
Alterações na estrutura óssea, músculos, nas articulações, tendões,.
No osso; diminuição progressiva matriz e minerais por desuso e alt. Hormonais.
Osteoporose chance de fraturas com traumatismo mínimo. Fratura de colo do fêmur e região transtrocanteriana.
Processos degenerativos da cartilagem articular. Perde elasticidade. Quadril, joelhos e coluna vertebral.
Músculos com diminuição de força , atrofia e fibrose.
Tendões sujeitos a rupturas espontâneas ou peq traumatismos, principalmente com maior solicitação mecânica.
Coluna vertebral
Estenose vertebral ocorre por redução das dimencoes do canal vertebral. Osteofitos protusoes discais, espessamento de ligamentos e cápsula.
Anda curtas distancias e para devido a dor nos membros. Melhora com a inclinação anterior. Repouso e descompressão cirúrgica.
Espondilolistese degenerativa
Deslizamento de uma vértebra em relação a outra.
Quarta e quinta vértebra lombares. Dor lombar e ciatalgia.
Encunhamento vertebral
Varias vértebras da região torácica, levando a cifose progressiva. Osteoporose e má postura. Traumatismos de coluna.
Artrose cervical
Osteófitos anteriores, disfagia e compressão do esôfago.
Laterais,compressão da artéria vertebral que pode levar a isquemia vertebro-basilar.
Compressão da artéria vertebral devido a movimentos rápidos da coluna.
Trato conservador.
Postero-laterais, cervicobraquialgia. C5-C6
Quadril
Artrose do quadril, 40 a 50 anos. Cirúrgico. Artroplastias.
Calcificações na região do trocanter.
Fratura do colo do fêmur e transtrocanteriana.
Mobilização precoce. Osteossintese ou artroplastia.
Joelho
Artrose femoropatelar ou femorotibial são causas de dor.
Osteotomias, para realinhar ou artroplastias.
Fratura de patela, patelectomia parcial ou total.
Tornozelo e pé
Deformidade dos dedos como hálux valgo, dedos em garra ou em martelo. Palmilhar e sapatos.
Cirúrgico se a dor for intensa
Bursites retrocalcaneanas e esporões de calcâneo.
Palmilhas e calcados e fisio.
Ruptura tendíneas.
Ombro
Escapulo umeral, acromioclavicular, esterno clavicular, escapulotoracica.
Grandes solicitações.
Tendinites calcareas, tendão do supra espinhal, sidrome do impacto.
Rupturatendineas no longo do bíceps, manguito rotador, capsulite adesiva.
Supra, infra, redondo menor e subescapular.
Fratura do colo do úmero.
Punho e mão
Síndrome do túnel do carpo tendões flexores do nervo mediano.
Tenossinovites do polegar.
Dedo em gatilho.
Nódulos bouchard proximais e Heberden nas distais.
Frtura de Colles no terço distal do radio. distrofia simpático reflexa.
PARKINSON
n Em 1817, James Parkinson publicou uma monografia intitulada “An Essay on Shaking Palsy” (Um ensaio sobre a paralisia agitante)
n Estava descrita a doença caracterizada por tremor de repouso, bradicinesia, rigidez e postura encurvada para frente
n Jean Marie Charcot acrescentou anormalidades no tônus muscular e na cognição
n Propôs o nome de Doença de Parkinson
n É um distúrbio neurológico progressivo, caracterizado, principalmente, pela degeneração das células da camada ventral da parte compacta da substância negra e do locus ceruleus
n Nucleo caudado e putamen (corpo estriado), onde a dopamina é liberada em quantidade insuficiente e hiperatividade dos neurônios colinérgicos
n O início das manifestações clínicas corresponde à perda de 60% dos neurônios dessas regiões e 80% da dopamina do estriado
n Os distúrbios do movimento são doenças onde se observam movimentos anormais hipocinéticos e hipercinéticos
n São descritos como doenças extrapiramidais
n Resultam de doenças dos glânglios da base
n Vários são os neurotransmissores e as interconexões envolvidos nos circuitos dos glânglios da base
n Dopamina, ácido gama-aminobutírico e o glutamato
PARKINSONISMO
n É um termo genérico que designa uma série de doenças com causas diferentes e que têm em comum a presença de sintomas parkinsonianos
n Doença de Parkinson é uma forma e a mais comum (80%). Primário
n Existem várias classificações diferentes: secundários, atípicos, etc.
EPIDEMIOLOGIA
n A doença de Parkinson representa 80% dos casos de parkinsonismo
n Idade superior a 50 anos
n Prevalência de 1% da população geral
ETIOPATOGENIA
n Causa permanece desconhecida
n Mecanismos etiopatogênicos diferentes estão relacionados à morte dos neurônios dopaminérgicos da parte compacta da substância negra
n Fatores genéticos, toxinas ambientais, estresse oxidativo e anormalidades mitocondriais
n 20 a 25% têm pelos menos 1 parente de primeiro grau com a doença
n Despigmentação da substância negra devido a morte neuronal e perda de melanina
n Aparecimento de inclusões fibrilares intracitoplasmáticas (corpúsculos de Lewy)
CLÍNICA
n Tremor de repouso, de início assimétrico
n Bradicinesia ao iniciar ou executar
n Rigidez, hipertonia plástica
n Alteração dos reflexos posturais
n Postura flexionada para frente, instabilidade
n Bloqueio motor
SINAIS E SINTOMAS NOS IDOSOS
n Fácies inexpressiva
n Fala hipofônica
n Micrografia
n Marcha festinante
n Perda do balanço dos braços
n Acúmulo de saliva
n Depressão
n Aumento no tempo das AVD
n Déficit cognitivo
n Câimbras
n Seborréia
n Hipotensão ortostática
DIAGNÓSTICO
n Baseado na identificação e sintomas que compõem o quadro clínico
n Dois dos três sinais motores (tremor, rigidez e bradicinesia)
TRATAMENTO
n Visa o controle dos sintomas
n Não há tratamento medicamentoso ou cirúrgico que previna a progressão da doença (Tratados de geriatria)
n Cirurgia ablativa e estimulação cerebral profunda (globo pálido e núcleo subtalâmico)
n Objetivo é manter a pessoa idosa com o maior tempo possível com autonomia, independência funcional e equilíbrio psicológico
Levodopa continua sendo o padrão ouro no tratamento
DEMÊNCIA
n Demência pode ser definida como síndrome caracterizada por declínio de memória associado a déficit de pelo menos uma outra função cognitiva (linguagem, gnosias, praxias ou funções executivas) com intensidade suficiente para interferir no desempenho social ou profissional do indivíduo.
n A prevalência duplica a cada 5 anos após os 60 anos.
n 1,6% entre os idosos com 65 a 69 anos.
n 38,9% com idade superior a 84 anos.
n Doença de Alzheimer (DA)
n Demência vascular (DV)
n Demência com corpos de Lewy (DCL)
n Demência frontotemporal (DFT)
O diagnóstico sindrômico de demência depende da avaliação objetiva do funcionamento cognitivo e do desempenho em AVDs.
n A avaliação neuropsicológica detalhada é recomendada especialmente nos estágios iniciais de demência em que os testes breves podem ser normais ou limítrofes.
n Avaliar desempenho de AVDs.
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL
O diagnóstico etiológico se baseia em exames laboratoriais e de neuroimagem, além da constatação de perfil neuropsicológico característico.
EXAMES LABORATORIAIS
n Hemograma
n Função tiroidiana
n Hepática e renal
n Transaminases hepáticas
n Sífilis
n Nível sérico de vitamina B12
n Reversíveis e doenças associadas
ESTRUTURAL
n Tomografia ou ressonância podem revelar alterações vasculares, tumores, hidrocefalias.
n Nas demências degenerativas os exames lab. são normais, e os de neuroimagem estrutural revelam atrofia cortical
DOENÇA DE ALZHEIMER
n Causa mais comum de demência
n 50% dos casos acima dos 65 anos
n Processo degenerativo que acomete inicialmente a formação hipocampal
n Depois, áreas corticais associativas
n Alterações cognitivas e comportamentais sem comprometimento motor e sensorial
n Declínio da memória (recentes)
n Desorientação espacial
n O diagnóstico clínico se baseia na observação de quadro clínico compatível e na exclusão de outras causas de demência por meio de exames laboratoriais e neuroimagem.
n Revelam atrofia hipocampal e do córtex cerebral
n Definivo por exame anatomopatológico
DEMÊNCIA VASCULAR
n Associado aos efeitos de grande lesões tromboembólicas (múltiplos infartos)
n Estados lacunares e as lesões únicas em locais estratégicos (tálamo, giro angular esquerdo, núcleo caudado)
n Lesões extensas na substância branca, angiopatia amilóide e demência por AVC hemorrágico
n É a segunda causa de demência em paises ocidentais
n 10% dos casos
FATORES DE RISCO
n Idade
n HAS
n Diabetes
n Dislipidemia
n Tabagismo
n Doenças cérebro e vasculares
n Diagnóstico pela história clínica, avaliação neuropsicológica e neuroimagem (infartos lacunares)
DEMÊNCIA COM CORPOS DE LEWY
n Terceira causa de demência em estudos autopsiais
n Flutuação dos deficits cognitivos em questões de minutos ou horas, alucinações visuais bem detalhadas, vívidas e recorrentes, sintomas Parkinsonianos do tipo rígido simétrico.
n Duas manifestações são suspeitas.
n Declínio cognitivo é progressivo e interfere na capacidade funcional
n Habilidades visuoespaciais
n Relativa manutenção da memória
n Muitas quedas
DEMÊNCIA FRONTOTEMPORAIS
n Alterações precoces de personalidade e de comportamento
n Alterações de linguagem
n Progressivo
n Memória e habilidades preservadas
n Isolamento social e apatia
n Perda de crítica
n Desinibição e impulsividade
n Irritabilidade e inflexibilidade
n Hiperoralidade e descuido
n Depressão
n Faz parte da doença de Pick
n Degeneração dos lobos frontais e do neurônio motor
n 30% relacionados com história familiar
n Demência semântica (significado das palavras e reconhecimento visual)











