Eletrotermofototerapia

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Estes conteúdos publicados são apenas uma referência para estudo, devendo ser complementado pela indicação bibliográfica.

 

Eletroterapia

 

            Conceito: É o emprego de corrente elétrica como forma de terapêutica.

 

            Corrente Elétrica: é um fluxo de elétrons que se produz quando existe diferença de pontencial entre os extremos de um condutor.

 

            Diferença de Pontencial: é a força eletromotriz disponível para produzir o movimento de uma corrente elétrica, ou seja, é a força que faz com que os elétrons sejam movidos.

           

            Existem duas condições essênciais para que se produza uma corrente elétrica:

 

1)      Uma direrença de potencial

2)      Uma via condutora de potencial para a corrente elétrica circular.

 

A corrente elétrica será a “substância medicamentosa” que utilizaremos para debelar

um grande número de males apresentado por nossos pacientes.

 

            Compete ao fisioterapeuta  conhecer as características físicas e os efeitos gerados pela ação de cada corrente para promover uma indicação satisfatória e ideal.

 

            As correntes elétricas utilizadas como forma terapêutica são:

 

-          Correntes de baixa frequência:  Galvânica

          Farádica

          Corrente diadinâmica de Bernard

          FES

-          T.E.N.S. (Estimulação Nervosa Elétrica Transcutânea);

-          Eletrodiagnótico:   Corrente Quadrática

 Corrente  Exponencial

 Curvas  I/t:   Pulso

                      Pulso

-          Corrente de média frequência:  Interferêncial

-          Corrente de alta frequência:  Ondas curtas

     Micro-ondas

     Ultra-som

 

            O que diferencia uma corrente de outra e determina o efeito é o tipo de pulso que se faz.

           

Para se montar um pulso elétrico existem determinados fatores e parâmetros a serem seguidos e analisados, tais como: 

 

01.        Intesidade - Amplitude -  Dose  (mA)

 

É a quantidade de elétrons num espaço de tempo(fluxo de elétrons).

 

Nas correntes de baixa frequência(galvânica, farádica, T.E.N.S. etc) a intensidade

máxima utilizada é 80mA, pois o pulso elétrico de baixa frequência apresenta cronaxia(tempo de duração do pulso) suficiente para estimular nervos sensitivos( sensação de formigamento) e nervos motores( contração muscular).

 

            Ao passo, que na corrente de alta frequência(ondas curtas e micro-ondas), a intensidade máxima utilizada  é de 300mA, pois o pulso elétrico de alta freuqência não apresenta cronaxia suficiente para estimular nervos sensitivos e motores, mas sim promover o aquecimento tecidual profundo(efeito térmico).

 

02.        Tempo de Duração do Pulso

 

-          Milissegundo

-          Microssegundo

 

Cada corrente elétrica apresenta uma duração de pulso que a caracteriza.

 

O que nos chama atenção é que o pulso elétrico de longa duração é mais

desagradável,  pois acaba estimulando as fibras aferentes da dor. Sendo que as fibras tipo C são as que sofrem maior estimulação e,  por serem dismielinizadas , têm uma duração de potencial de ação maior (2mseg).

 

            Como conpensação ocorre uma redução de intensidade .

 

            Por outro lado, o pulso elétrico de curta duração estimula a fibra aferente de remoção de corrente e não da dor,  podendo ser utilizada com uma intesidade mais alta. Neste caso , as fibras mais estimuladas são as alfa, beta e gama, que têm uma duração de potencial de ação menor(0,5 – 0,6 – 0,7mseg, respectivamente).

 

            Resumindo: corrente elétrica com pulso de longa duração utiliza-se com uma intensidade menor do que numa corrente com pulso de curta duração.

 

03.        Tempo de Repouso

 

É o intevalo inter-pulso(milisegundos).

 

O conhecimento da duração e do repouso de um pulso nos facilita o calculo da

frequência da corrente

 

 

04.        Forma de Pulso

 

Pulso Polarizado(continuo): Não ocorre mudança na polaridade – pólo negativo, sempre  negativo; pólo positivo, sempre positivo.

 

            Pulso não polarizado: Ocorre mudança na polaridade – ora um pólo é negativo, ora,  é positivo.

 

Conclusão:

 

            Ao utilizar a corrente elétrica polarizada, o tempo de aplicação geralmente é bem menor que na corrente não polarizada, pelo fato dela promover maior dissociação iônica, podendo danificar os tecidos sobre o eletrodo.

 

            O próprio paciente não tolera a passagem de uma corrente polarizada por muito tempo,  porque irrita demais os tecidos. O inverso ocorre com a corrente não polarizada.

 

            A forma de pulso também pode ter sua representação gráfica:

 

-          Retangular    

-          Quadrática

-          Exponencial

-          Triângular

-          Senoidal

-                                             CORRENTE GALVÂNICA

 

 

É uma corrente elétrica unidirecional (os elétrons não mudam de direção), contínua (sem interrupção) e média amperagem (50mA), usada como forma terapêutica.

 

 

 Intensidade: máxima 80mA

                     Ideal é aquela tolerada pelo paciente.

 

Tempo de duração de pulso: infinito (00)

 

Tempo de repouso do pulso: zero (0)

                                               freqüência  é nula

 

Forma de pulso: polarizado

 

 

Ciclo ON/OFF: ausente.

 

A corrente galvânica é utilizada de duas maneiras: Galvanização e Iontoforese.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                   GALVANIZAÇÃO

 

É a administração da corrente galvânica, utilizando no material intermediário uma solução eletrolítica comum (água).

Cada célula forma um condutor eletrolítico, se a estas células e tecidos do organismo aplicamos um potencial elétrico, provocamos uma dissociação iônica, isto é, um fenômeno mediante  o qual as moléculas se dividem em seus diferentes componentes químicos, pelo fato de que cada um deles tem uma carga elétrica distinta GUTMANN (1980).

O mecanismo terapêutico da galvanização baseia-se nos efeitos resultantes da própria ação da corrente elétrica.

Acredita-se que a passagem da corrente determina eletrliticamente uma modificação bioquímica dos tecidos e facilite a remissão de processos patológicos em desenvolvimento nos tecidos ósseos e muscular.

Segundo alguns autores os efeitos produzidos pela ação da polaridade são:

 

Pólo Positivo + (ÂNADO)                   

Atrai oxigênio

Vasoconstritor

Desidrata os tecidos

Repele íons positivos

Atrai íons negativos

Antiinflamatório

Analgésico

Provoca depressão tecidual

Produz menor hiperemia

 

Pólo Negativo – (CÁTADO)

Atrai o hidrogênio

Vasodilatador

Atrai íons positivos

Repele íons negativos

Maior hiperemia

Hidrata os tecidos

Provoca o abaulamento dos tecidos

 

ENDOSMOSE é a propriedade que a corrente galvânica tem de deslocar partículas fluidas para o catado (pólo negativo) acumulando mais quantidade de líquido provocando uma zona edemotora.

 

 

Corrente Farádica

 

 

Definição:

É uma corrente de baixa freqüência, conhecida também como corrente alternada, usada com fins terapêuticos e de diagnóstico.

 

Características:

Intensidade: máxima- 80 mA; ideal- tolerável.

Tempo de duração do pulso: varia de 0,1 a 1 milissegundo.

Tempo de repouso do pulso: fixo de 20 milissegudos; freqüência 50 Hz.

Forma de pulso: polarizado; triangular.

 

 

 

 



Comentários importantes: a corrente farádica não apresenta repouso entre os trens de pulso, não dando tempo ao relaxamento muscular, propiciando, desta forma, uma contração tetânica, que levava à fadiga. Já que a fadiga não é o objetivo existente, deve-se, após 100 contrações, fazer um repouso de 2 minutos, aproximadamente.  

Tempo de aplicação: o suficiente para que ocorram em torno de 100 contrações; descansa-se por 2 minutos e torna-se a aplicar mais 100 contrações.

 

 

Ação da corrente: a principal é o efeito excitomotriz (excitação motora), porém, esta excitação só ocorre em musculatura com inervação íntegra, pois o tempo de duração do pulso (cronaxia) é muito pequeno, não dando tempo para que haja estímulo suficiente para desencadear um potencial de ação num músculo desnervado. Quando a musculatura tem esta característica, ela só responde com pulso elétrico que apresente uma cronaxia bem maior, com ocorre com a corrente exponencial.

 

 

Relação entre cronaxia e lesão: quanto maior é a lesão, maior é a sua cronaxia; e quanto menor é a lesão, menor é a sua cronaxia. Sendo que a cronaxia de um indivíduo normal varia entre 0,7 a 1 mseg.

 


Efeitos fisiológicos:

Sobre os nervos sensitivos: quando se estimula com a corrente farádica, experimenta-se uma sensação similar a “picadinhas suaves”. Isto se deve à estimulação dos nervos sensitivos que esta corrente produz, devido à sua baixa freqüência e intensidade.

 

Sobre os nervos motores: ela é capaz de estimular nervos motores, e, se tiver intensidade suficiente, provocará contração dos músculos inervados por eles. E para que não se leve o músculo à fadiga rapidamente, ela é empregada de forma intermitente ou flutuante, para permitir o relaxamento muscular. Para que a contração ocorra de forma mais potente, é só aplicar a corrente no ponto motor do músculo desejado, porque é neste local que o nervo se insere no músculo.

 

Sobre a contração muscular: provoca trocas celulares, causando mudanças nos músculos, de forma similar às que ocorrem na contração muscular voluntária.

 

Sobre as fibras musculares: a contração que ocorre, devido à corrente, leva ao aumento do número de fibras musculares atuantes, o que acarreta à elevação do volume muscular (hipertrofia), ao melhoramento da força e da resistência deste.

 

Sobre a circulação venosa e linfática: a contração e o relaxamento muscular produzem, sobre os vasos venosos e linfáticos, uma ação de bombeamento, que irá facilitar o retorno desta circulação, que trabalha contra a gravidade.

Sobre a circulação: quando a contração muscular ocorre, há um aumento do metabolismo, com um aumento da demanda de oxigênio e aumento da liberação de catabólitos, que provocam dilatação das arteríolas e capilares, aumentando, consideravelmente, o fluxo sangüíneo no músculo.

 

Indicações:

Facilitação da contração muscular: quando o paciente é incapaz de contrair o músculo voluntariamente, por dor pós lesão recente.

 

Reeducação da ação muscular: quando o paciente está incapacitado de realizar uma contração muscular, em conseqüência de um prolongado repouso ou de um uso incorreto.

 

Aprendizagem de uma ação muscular nova: depois de um transplante de tendão, ou qualquer cirurgia reconstrutora, que acarreta à necessidade de um músculo exercer uma ação diferente, há a necessidade da aprendizagem desta nova ação.

 

Exercícios para músculos paralisados: em caso de neuropraxia de um nervo motor, o músculo perde ou reduz o poder de contração voluntária. Por não haver degeneração do nervo, é possível estimulá-lo e, como conseqüência, obter uma contração muscular. O tratamento deve durar até que o nervo possa, novamente, conduzir estímulos e produzir contração muscular.

 

Hipertrofia e aumento da potência muscular: para se conseguir um aumento da potência e do volume muscular, necessita-se de uma série de contrações, acima de uma resistência adequada. Mas este método só é, ou só deve, ser utilizado quando não for possível uma movimentação voluntária.

 

Prevenção e eliminação de aderências: quando há hemorragias nos tecidos, a formação de aderência pode ser evitada, mantendo as estruturas com movimentos relativos.

 

 

Contra-indicação:

Estados febris, extremos de idade, paralisia espástica, degeneração ou secção de axônio, perda de sensibilidade, paralisia flácida com reação de degeneração.

 

Eletrodos:

Bipolar: é o par de eletrodos que tem mesma forma e tamanho, sendo que o pólo positivo é colocado na origem ou no ventre do músculo e o negativo, na inserção. Este tipo de eletrodo é indicado para ser utilizado em grupos musculares e em músculos grandes ou médios.

Unipolar: é o par de eletrodos que têm formas e/ou tamanhos diferentes, sendo que o positivo deve ser posto próximo do segmento a ser estimulado (tem a forma de um eletrodo clássico) e o negativo, no ponto motor do músculo (tem a forma de uma canetinha e, na ponta desta, deve haver algodão ou gaze, embebido em água morna ou solução salina, se possível).

 

 

 

 

 

 

 

 

PROFESSOR SÉRGIO MECCA          

 

 

 

CORRENTES DIADINÂMICAS

 

Conceito:

         São correntes de baixa freqüência (50 a 100 Hz), que são classificadas como galvanofarádicas alternadas, e são retificadas em semi-ondas ou ondas completas, moduladas em composições duplas ou triplas.

            As modulações galvanofarádicas originaram as correntes difásica (DF), monofásica (MF), curto período (CP), longo período (LP) e ritmo sincopado (RS). Todas são utilizadas com fins terapêuticos.

 

Efeitos terapêuticos:

   Analgesia:       

            O componente analgésico dessas correntes baseia-se numa excitação, abaixo do limiar, permanente das fibras nervosas sensitivas, induzindo um bloqueio dos impulsos dolorosos. Obtém-se, assim, uma “destonificação” e analgesia persistentes, através da elevação do limiar da dor.

            Segundo Henke, parece que o ponto de atuação das correntes diadinâmicas são nas fibras nervosas, e não nos receptores sensitivos e nem nas sinapses.

 

   Vasomotor:

            A aplicação de corrente diadinâmica é acompanhada de vasodilatação e hiperemia, como conseqüência do aparecimento de substâncias tissulares ativas, como, por exemplo, a histamina.

            Como acontece com todas as correntes de baixa freqüência, a condução das correntes diadinâmicas, se verifica nos tecidos superficiais e com boa condutibilidade elétrica. Não se pode determinar até que ponto estas correntes produzem, de maneira reflexa, uma irrigação dos tecidos mais profundos.

           

   Muscular (contração e relaxamento):

Durante a terapia  com correntes diadinâmicas, eleva-se a intensidade até que se produza: na fase de 50 Hz (das correntes LP e CP), contração muscular; na fase de 100 Hz, relaxamento muscular.

 

A rápida troca de freqüências nas correntes CP e LP provoca uma elevação do limiar de excitação, atuando nos receptores sensitivos, enquanto que a DF atua nas fibras.

Essa troca de freqüência deve ser rápida e uniforme, para que o tecido não se “acostume” à freqüência aplicada, passando a não responder mais ao estímulo, conforme afirma o Dr Bernard.

 

   Estimulação ao estímulo de vibração:

            Essa estimulação produz, até mesmo, um mascaramento central, originando, com isso, um aumento do limiar da dor (analgesia).

            Porém, segundo Henke, a estimulação do sentindo de vibração não é a principal responsável pelo efeito do mascaramento.

 

   Psíquicos:

            Não se deve duvidar dos efeitos psíquicos produzidos pela surpresa do paciente perante o efeito analgésico da corrente.

 

Indicações:

   Ü Afecções do aparelho locomotor:

            - Distorções, contusões, distensões musculares, mialgias, torcicolo, artrose, epicondilite.

   Ü Transtornos circulatórios:

            - Enfermidade de Raynaud, varicose, pós- congelamento e queimadura.

   Ü Afecções dos nervos periféricos:

            - Neuralgia do trigêmio, síndrome do ciático, neurite facial, neuralgia do occipital.

   Ü Transtornos funcionais vegetativos dos órgãos internos.

 

Cuidados, contra-indicações e observações:

   Ü Com a sensibilidade;

   Ü Com partes metálicas dos cabos e eletrodos;

   Ü Paciente com marcapasso: estas correntes podem causar perturbações no marcapasso, por isso o tratamento tem que ser efetuado sob controle contínuo do pulso e do ECG.

   Ü Observou-se, em experimentos animais, alterações eletrolíticas nas endopróteses e nas áreas adjacentes a elas. Einfeld comprovou que os desprendimentos eletrolíticos podem ser ocasionados pelas contrações musculares. Já segundo Arnold, as implantações metálicas não se aquecem com a corrente excitante, com o emprego de intensidade terapêutica normal; o componente galvânico é tão reduzido que não ocasiona danos químicos.

   Ü Em relação à contra-indicação da corrente diadinâmica no implante metálico, percebem-se contradições. Por isso, fica a critério do terapeuta esse posicionamento. Porém, deve-se atentar ao fato de ser uma corrente polarizada, que, por menor que seja essa polarização, pode proporcionar uma lise e vir a danificar os tecidos.

   Ü Perda de sensibilidade, torcicolo espasmódico de origem central e área precordial.

 

Tempo de aplicação:

   Ü Varia de 30 segundos a 6 minutos (Clauton).

   Ü Não deve exceder 10 ou 12 minutos (Apostila da profª Maristela).

   Ü O tratamento deve ser limitado a poucos minutos por sessão pois estas correntes têm a particularidade de diminuir, ou até suprimir, seu efeito terapêutico.

 

Dose ou intensidade:

   Ü Vai variar de acordo com a sensação referida pelo paciente, que não deve ir além de um formigamento. Se o ele sentir agulhada, ardência, queimação ou dor, significa que a intensidade poderá estar alta,, os eletrodos dispostos irregularmente à pele, partes metálicas em contato direto com a pele ou haver má saturação das esponjas dos eletrodos.

 

Técnica de aplicação:

   Ü Eletrodo bipolar: tamanhos iguais.

   Ü Se o tempo de aplicação for maior que 3 minutos, deve-se dividir o tempo à metade, invertendo-se a polaridade. Não importando, assim, o polo do eletrodo. Caso a aplicação dure menos que 3 minutos, o pólo positivo deve ser colocado sobre o ponto de maior dor (no caso da busca da analgesia).

   Ü O motivo da necessidade de se fazer a inversão dos pólos na metade do tratamento é para evitar um desequilíbrio eletrolítico, devido à passagem da corrente que carregará eletrólitos para outra direção e/ou os atrair para proximidades dos eletrodos.

 

Número de sessões:

   Ü Devem ser feitas em torno de 7 sessões, que podem alternar em 48/48 horas, ou 24/24. Após, dá-se um intervalo de uma semana, com objetivo de evitar o efeito de habituação do organismo à corrente recebida, que não viria a responder satisfatoriamente ao tratamento.

   Ü Certamente, estes valores podem mudar de paciente para paciente, porém esta é uma média observada. A forma mais correta de se avaliar qual o tempo necessário é através do acompanhamento do paciente.

   Aconselha-se que , mesmo havendo o desaparecimento dos sintomas patológicos, efetua-se mais 2 ou 3 sessões, para estabilizar o efeito terapêutico.

 

Locais de aplicação:

   No ponto doloroso: nesse caso, usamos o eletrodo positivo no ponto doloroso, e o negativo nas imediações do primeiro, a uma distância de 2 a 3 cm.

  No percurso nervoso: deve-se aplicar um eletrodo no trajeto do nervo periférico e outro, na emergência da raiz do mesmo.

  Paravertebral: aplicam-se eletrodos de forma bilateral, ou ao longo da coluna vertebral.

  Específica gangliotrópica: aplicam-se, aqui, os pequenos eletrodos, a uma curta distância, acima dos gânglios vegetativos. Ex.: Quando o tratamento for no gânglio estrelado, usar eletrodos pequenos, com o pólo positivo sobre a borda posterior do esternocleidomatóido, e o pólo negativo sobre a região supra-escapular.

  Vasotrópica: aplicada em transtornos circulatórios periféricos. Os eletrodos são colocados de acordo com o curso das correntes vasculares.

  Transregional: também chamada de transarticular, quando usada em distúrbios articulares.

  Mioenergética: usada especialmente para os exercícios musculares eletricamente provocados. Onde dois eletrodos são colocados sobre cada extremo da região do ventre muscular, de modo que a corrente atravesse o músculo em todo o seu comprimento.

   Sobre o ponto motor: é uma variação da mioenergética, especial para fins de diagnóstico e de estimulação seletiva.

 

Corrente Difásica (DF):

   Ü Gráfico:

 


       

 

                                                                             

 

 

   Ü Efeitos:

-          Analgésico e estimulante da circulação periférica.

 

   Ü Sensações produzidas:

-          No início, a sensação produzida é de cócega, que tende a desaparecer ao manter a intensidade Base. E ela ocorre devido ao aumento do limiar de excitabilidade dos nervos sensitivos. Pode acontecer de o paciente ter a sensação de que os eletrodos estão se movendo.

-          Se houver contrações musculares, devemos diminuir a intensidade Dose, pois isso significa que ela está elevada.

 

   Ü Indicações:

-          É normalmente usada antes de outro tratamento ou modulação, com o objetivo de preparar a área.

V Distensão: eletrodos encontram-se no trajeto muscular;

V Entorse: trajeto muscular;

V Enfermidade de Raynaud: eletrodos sobre o Gânglio Estrelado;

V Torcicolo reumático: eletrodos na posição para-vertebral.

 

 

Corrente Monofásica (MF):

   Ü Gráfico:

 

 

 

 

 

 

 


   Ü Indicações:

            - Estimulação específica e tratamento de algias que não sejam de origem espasmódicas, após a aplicação de corrente difásica. Há estimulação do tônus do tecido conjuntivo.

 

  Ü Sensações:

-          Produz contrações musculares, com intensidade baixa.

 

 

 

Corrente de Curto Período (CP):

   Ü Gráfico:

 

 

 

 

 


   Ü Efeitos:

            - Analgésico e estimulante de trofismo.

 

   Ü Sensações:

            - Leve tremor no período monofásico e forte vibração, no difásico. Se a intensidade ultrapassar o limiar de excitabilidade motora, produzirá contrações musculares rítmicas e leves. Parece que a corrente passa vibrando intensamente.

 

   Ü Indicações:

-          Entorse, contusão, distensão;

-          Profilaxia de derrame articular pós-menicectomia;

-          Artrose de coluna e de extremidades;

-          Lombalgias, ciatalgias, mialgias, queimaduras;

-          Úlceras varicosas.

 

 

Corrente de Longo Período:

   Ü Gráfico:

 

 

 

 

 

 

 


   Ü Efeito:

-          Analgésico persistente.

 

   Ü Sensações:

-          Vibração, no período monofásico; cócegas ou formigamento, no difásico (irritação).

 

   Ü Indicações:

-          Entorse, epicondilite, artrose, periartrite, lombalgias, torcicolo, ciatalgia.

 

 

Corrente de Rítmo Sincopado (RS):

   Ü Gráfico:

 

 

 

 

 


   Ü Efeitos:

-          Aumenta o tônus muscular;

-          Fortalece musculatura;

-          Melhora o retorno venoso e linfático;

-          Melhora o metabolismo e nutrição;

-          Previne aderências.

 

   Ü Formas:

-          Bipolar: tamanhos de eletrodos iguais; eletrodo positivo é colocado próximo à origem ou no início do ventre muscular; pólo negativo, na inserção ou no final do ventre do músculo.

-          Unipolar: tamanhos diferentes; pólo positivo, proximalmente; pólo negativo, no ponto motor.

  

   Ü Número de contrações ou estímulos:

-          Aproximadamente, 30 contrações por minuto.

 

   Ü Indicações:

-          Forma bipolar: para estimular grupos musculares ou músculos de tamanhos médios e grandes.

-          Forma Unipolar: para estimular pequenos músculos ou eleger apenas um músculo.

-          Atrofia por desuso, músculos com inervação normal, contração dolorosa, quadríceps pós-menicectomia, paresia, reabsorção de edemas, evitar aderências, eletrodiagnóstico.

  

   Ü Contra-indicação:

            - Estados febris, fraturas recentes, paralisias espásticas, paralisias flácidas, com reação de degeneração, extremos de idades, perda de sensibilidade, áreas anestesiadas.

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PROFESSOR SÉRGIO MECCA
 

TENS

Conceito:

Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea -> é um pulso elétrico que proporciona uma descarga elétrica para os nervos, inibindo a passagem do influxo doloroso à medula. E é caracterizada como uma corrente de baixa freqüência.

Princípio:

A TENS baseia-se na Teoria das Comportas, desenvolvida por Melzack e Wall, em 1965, que explica o controle e modulação da dor. É através desta teoria que ocorre a analgesia proporcionada por esta corrente.

Estímulo adequado:

Pequenas durações de pulso exigem elevadas amplitudes, para que sejam gerados os estímulos adequados, enquanto que durações de pulso maiores exigem amplitudes mais baixas.

Sensações x freqüências:

Baixa freqüência, o paciente refere uma sensação de coceira e é indicada para a dor crônica.

Alta freqüência, o paciente refere uma sensação contínua de vibração e é indicada para dores agudas.

Vantagens da TENS:

A TENS é uma opção importante no tratamento da dor por ser uma técnica não invasiva; e é superior às drogas medicamentosas analgésicas por não apresentar efeito sistêmico, por não provocar dependência psicológica nem reações de abstinência.

Contribuições da corrente:

Supressão da dor;

Erradicação ou diminuição da demanda medicamentosa;

No retorno das atividades produtivas;

Na modificação do comportamento dos pacientes.

Indicações:

Incisões cirúrgicas no pós-operatório;

Dores crônicas, de maneira geral: artrite, neuralgias;

Dores agudas de natureza contusa: distensões, entorses;

Estimulação trófica muscular, até que ocorra retorno neurológico;

Hoje, já se utiliza esta corrente em trabalho de parto e no parto, para minimizar a dor das contrações, sendo os eletrodos fixados na coluna ou no útero gravídico. A corrente só deve estar ligada nos momentos das contrações;

Para enjôos matinais e enjôos derivados da quimioterapia.

Riscos:

Por ser uma corrente altamente segura, as contra-indicações baseiam-se no bom senso:

o    Portadores de marcapasso;

  •  
    • Pacientes que sofrem de cardiopatia ou disritmia;
    • Pessoas que apresentam dor não diagnosticada, para que não se mascare o diagnóstico;
    • Nos primeiros 3 meses de gestação;
    • Sob seios carotídeos;
    • Ao redor do pescoço, na boca e nas pálpebras;
    • Em pele anestésica.

Efeitos colaterais:

Irritação da pele, ao redor dos eletrodos

Monitorização:

É necessário conhecer o perfil e o comportamento da dor, que serão questionados na História da Doença Atual (presente na anamnese, na subdivisão da História Subjetiva).

Os pontos básicos para que se chegue a esse conhecimento são: início da dor; se ela está aumentando, se está estática ou diminuindo; a natureza da dor (agulha, profunda, irradiada…); freqüência da dor em um dia; padrão diário; o que agrava; o que atenua; se há administração de medicamentos; se afeta o sono; intensidade da dor (é dada em escalas de 0 a 10, para que o paciente estipule este dado).

Tipos de TENS:

Convencional:

o    Intensidade confortável (10 a 30 mA);

  •  
    • Parestesia;
    • Freqüência alta, entre 50 e 100 Hz;
    • Analgesia rápida e de baixa duração;
    • Tempo de pulso baixo, entre 40 a 75 microssegundos.

Acupuntura:

o    Intensidade forte, no limite suportável;

  •  
    • Sensação de contrações musculares rítmicas visíveis;
    • Freqüência baixa, entre 1 a 4 Hz;
    • Analgesia mais demorada e mais duradoura;
    • Tempo de pulso alto, entre 150 a 200 microssegundos.

Breve-intenso:

o    Intensidade bem alta, no limite suportável (entre 40 e 80 mA);

  •  
    • Sensação de fasciculação ou de contração tetânica;
    • Freqüência alta, entre 10 a 150 Hz;
    • Analgesia muito rápida, mas só dura enquanto é aplicada;
    • Tempo de pulso alto, entre 150 a 250 microssegundos.

Modulação Burst:

Essa modulação proporciona um pacote de vários estímulos dados em grupos, sentidos pelos pacientes como um estímulo único. É uma opção de operação do aparelho TENS, assim como há a opção “normal”.

No normal, há , na saída um sinal contínuo de freqüência e duração de pulso variável. Já no burst, há um sinal contínuo, na saída, porém modulado (interrompido) por uma freqüência de 2 Hz.

Tempo de estimulação:

·         Estimulação limiar, por longo tempo (o dia todo);

  • Estimulação supra-limiar, por 20 a 30 minutos, repetidos em horários fixos, ou quando a dor voltar;
  • E, segundo revisões bibliográficas, há outras:

1.    Melzack: intensidade elevada, curta duração (no máximo, 20 minutos);

2.   Dumoulin: curta duração (alguns minutos) e média duração (30 minutos), intensidade milítrofe à sensação dolorosa;

3.   Picazza: duração da analgesia maior quanto menor for a freqüência (abaixo de 30 Hz);

4.   Outros: freqüência e largura de pulso fixos, aumentando a intensidade até que se alcance um nível de parestesia tolerável;

5.   Outros diferentes: o primeiro tratamento não pode ter duração menor que 1 hora.

Locais de estimulação:

Sítio doloroso (ponto gatilho);

Trajeto do nervo sensitivo, correspondente à zona dolorosa;

Paravertebrais;

Pontos de acupuntura correspondentes à área dolorosa.

 

 

 

FES

Conceito:

FES é uma corrente elétrica de estimulação pulsátil, com configuração de onda retangular ou alguma modificação dela. Sua sigla inglesa (FES) significa Estimulação Eletro-Funcional, ou seja, é uma forma de eletroterapia capaz de produzir contrações com objetivos funcionais. As contrações são evocadas a partir de pulsos elétricos de pequena duração aplicados sob freqüências controladas.

 

A contração ocorre pela despolarização do nervo motor produzindo uma resposta sincrônica em todas as unidades motoras do músculo. Mas é necessário treinamento específico para evitar a fadiga muscular precoce que impediria a utilização do método com objetivos reabilitacionais.

Para se ter um movimento num membro paralisado, é necessário, uma série de estímulos com uma certa duração. Seguidos, por outros estímulos com uma apropriada freqüência. Esta seqüência de estímulos recebe o nome de trem de pulso.

 

A corrente FES possui uma configuração retangular, onde se visualiza um tempo de subida e descida (no gráfico uma reta inclinada, normalmente) e um platô entre eles. Essas três partes são incorporadas formando o ciclo ON, e a fase de repouso é denominada ciclo OFF. O ciclo ON tem uma relação de 1:2 ou 1:3 com o ciclo OFF. Se o tempo de subida for muito lento, a fibra nervosa sofrerá um processo chamado de acomodação, podendo não responder ao estímulo apesar da intensidade satisfatória.

 

 

 

 

Freqüência do estímulo- Rate

Quando a freqüência do estímulo é menor que 10Hz, a contração espasmódica isolada apresenta-se menos pronunciada e a tensão muscular aumenta. Quando a freqüência é aumentada ainda, a contração espasmódica isolada fica completamente perdida e uma contração muscular regular aparece. Dependendo das fibras do músculo estimulado, esta regularidade da contração ocorre entre 20 a 35Hz. Quando a freqüência é aumentada acima de 35Hz, uma pequena força adicional é obtida na contração muscular, mas a reação regular existe e não é alterada.

 

O efeito óbvio de aumento da freqüência do estimulo sobre o nível da contração tetanizante é a fadiga muscular. Isso ocorre quando utiliza-se programas prolongados de estimulação FES. O tempo necessário para fadigar um músculo por estímulo elétrico depende da amplitude e freqüência do estímulo, tipo de composição da fibra muscular e do estado geral de saúde do músculo.

 

Duração de Pulso

A duração do pulso num intervalo de 0,2 a 0,5 ms tem-se mostrado mais efetiva na ativação de nervos e conseqüentemente de músculos. Sendo que pulsos com duração de 0,1 ou menos não são capazes de ativar músculos desenervados, não importando a intensidade da corrente aplicada. Em contraposição, pulsos com duração maior do que 0,5 ms provoca sensação desagradável e desconfortante para pacientes com sensibilidade, que os pulsos de menor duração.

 

Ciclo de Estimulação

Muitos programas de tratamento por estimulação, assim como o FES, usam um ciclo ON e OFF repetitivo para evitar a fadiga muscular e prolongar a sessão terapêutica. Durante o tempo ON, o estimulador libera trens de pulso fixados em amplitude, duração e freqüência, que efetuam uma resposta motora desejada para o programa em questão. A duração do trem de pulso, ou o tempo ON, determina o quanto a resposta vai ser mantida. O tempo OFF,define o tempo de repouso e recuperação do nervo e músculo estimulados, antes do estimulo ser reiniciado.

 

 

 

A relação ON-OFF pode aumentar o efeito fadiga em músculos não treinados com estimulação elétrica, por isso quando o paciente participa da sua primeira vez em E.E. o tempo OFF é relativamente longo para assegurar a capacidade do músculo continuar a responder ao estimulo do inicio ao fim da sessão. Quando o músculo já estiver treinado o ciclo OFF pode ser diminuído gradativamente e o ciclo ON aumentado progressivamente.

 

O limite do músculo em responder aos tempos ON e OFF ainda não foi estabelecido, porém grupos musculares submetidos a extensos períodos de tratamento respondem 16segundos de ciclo ON e 4 segundos de ciclo OFF.

A relação ON-OFF mais usual é de 1:3, onde normalmente é dado 4 a 6 segundo e 12 a 18 segundos respectivamente.

Tempo de subida do trem de pulso- Rise.

O tempo de subida utilizado, normalmente, num trem de pulso é lento. Essa subida lenta permite uma forma mais apropriada de início da estimulação elétrica, pois o paciente não esta assustado com a súbita ascensão, e , também, o músculo é estimulado a produzir uma contração mais natural(fisiológica) conforme as fibras vão sendo recrutadas pelo aumento do estímulo ou da duração de pulso. A vantagem do tempo de subida lento num paciente espástico, é obvio, pois ele conseguirá um estiramento lento e prolongado do músculo espástico aumentando o arco de movimento. Obviamente, nem todos os programas de estimulação devem dispor do mesmo tempo de subida, por exemplo, a marcha precisa de um período muito curto de tempo de subida, exigindo uma amplitude máxima virtualmente instantânea.

 

 

Amplitude de estimulação(Intensidade)

Apesar da resposta motora poder ser alterada fixando-se a amplitude de estimulação e variando-se a duração do pulso, a resposta muscular altera quando variada a amplitude. Quando aumenta a intensidade da corrente, a contração muscular torna-se mais efetiva, por promover excitação de fibras com limiar de excitabilidade mais alto ou mais distantes da estimulação do eletrodo. Porém, a partir de certos valores da intensidade, variando entre os grupos musculares, teremos uma reposta constante, ou seja, a contração fica mais efetiva ate o aumento da intensidade num pico, onde, por mais que se aumente a intensidade a resposta permanece a mesma.

Tempo de descida do trem de pulso- Decay.

É o tempo que a corrente leva do limite da amplitude até a baseada onda, terminado o ciclo ON. Normalmente o tempo de descida é menor que o tempo de subida.

Forma de onda

O pulso tem forma retangular. Possui um tempo de subida até uma amplitude limitada, a amplitude é mantida por um tempo pré-determinado e então cai, formando o tempo de descida(Decay) voltando a linha da base.

 

Tempo de aplicação

O tempo de aplicação depende do paciente e da patologia a ser tratada, sempre levando em consideração o grau da lesão. Essa técnica pode ser utilizada em longa duração.

 

 

 

Indicações:

· Fortalecimento muscular em atrofias por desuso e paralisia central de longa duração;

· Facilitação dos músculos paréticos.(a estimulação elétrica ao fazer contrair artificialmente um músculo parético, produz um grau de “imputs” proprioceptivos, cinestésicos e sensório-cutâneo);

· Estimulação neuromuscular como uma órtese

 

 

 

LASER

Ø  Light Amplification for the Stimulated Emission of Radiation.

Ø  Amplificação da Luz por Emissão Estimulada da Radiação.

Ø  Albert Einstein 1917

Ø  Theodore Maiman: Laser de rubi sintético em 1960

Ø  Onda é uma perturbação ou distúrbio, transmitido através do vácuo, meio gasoso, líquido ou sólido

Ø  Ondas Eletromagnéticas não necessitam de matéria para se propagar: LUZ

Ø  Radiação LASER são ondas eletromagnéticas,visíveis ou não.Comprimento de onda determina o tipo de LASER.

Ø  Energia (E) é a capacidade de efetuar um trabalho e medida em Joules (J)

Ø  A Luz comum possui vários comprimentos de onda, desordenada e com várias cores. Laser é um comprimento de onda coerentes entre si, tanto temporal quanto espacialmente

Ø  Paralela

Ø  Coerente

Ø  Monocromática

Ø  Intenso brilho capaz de lesar a retina

Ø  Composta de fótos que transportam energia

Ø  3 características: coesão ou coerência (mesmo comprimento de onda), monocromaticidade e não divergente (colimação, paralelo)

Tipos de LASER

Ø  Arsenieto de Gálio (As-Ga) diodo, onda 904 nm infravermelho (invisível)

Ø   Hélio Neônio (He_Ne) onda de 632,8 nm vermelho visível

Efeitos

Ø  Anti-inflamatório

Ø  Cicatrizante

Ø  Regenerativo

Ø  Analgésico

Ø  Considerações sobre a penetração e absorção: tipo de pele, cor e nutrição

Ø  Radiação absorvida promove os efeitos:

Ø  EFEITOS PRIMÁRIOS: bioquímico (liberação de substâncias pré formadas e modificação em reações enzimáticas), bioelétrico (manutenção do potencial de membrana e bioenergético (normalização energética do bioplasma).

Ø  EFEITOS INDIRETOS: estímulo à microcirculação e trófico celular

Ø  EFEITOS TERAPÊUTICOS: analgésico (Beta endorfina), antiinflamatório (diminuição da síntese de prostaglandinas), antiedematoso (estímulo à microcirculação), cicatrizante (incremento à produção de ATP, estímulo à microcirculação e formação de novos vasos).

Ø  EFEITOS TERAPÊUTICOS:

Ø   Analgésico (Beta endorfina)

Ø  Antiinflamatório (diminuição da síntese de prostaglandinas)

Ø   Antiedematoso (estímulo à microcirculação)

Ø   Cicatrizante (incremento à produção de ATP, estímulo à microcirculação e formação de novos vasos).

Ø  INDUZ RESPOSTAS NOS TECIDOS:

Ø  Redução do edema

Ø  Diminuição do processo inflamatório

Ø  Aumento da fagocitose, da síntese do colágeno e da epitelização (até 4 vezes o normal)

Ø  A maioria dos efeitos diz respeito à proliferação de células, principalmente fibroblastos

Ø  Melhora da vascularização e neoformação de vasos sanguíneos devido ao seu efeito sobre o esfíncter pré-capilar

Ø  Ativação dos canais de Cálcio.

Ø  Aumento de fibroblastos.

Ø  Aumento de fibras colágenas.

Ø  Efeitos mais importantes relacionados com a cicatrização.

Ø  REFLEXÃO: mais perpendicular

Ø  TRANSMISSÃO: diferentes camadas dos tecidos

Ø  DIFUSÃO: parte é retida e difundida pelos diferentes estratos da pele

Ø  ABSORÇÃO: incorporada pelo corpo em camadas da pele

Ø  Penetração vai depender do ângulo de incidência, cor da luz e coeficiente de absorção do tecido

 

Indicações

Ø  Cicatrização de feridas

Ø  Redução da dor

Ø  Aumento da força de coesão da cicatriz

Ø  Diminuição do tecido cicatricial mal formado

Ø  Diminuição da inflamação

Ø  Consolidação de fraturas

Contra indicações

Ø  Tumores cancerosos

Ø  Olhos

Ø  Gravidez

Ø  Aplicação pode ser pontual ou varredura

 

PRINCÍPIO DE EINSTEIN

 

Ø  Emissão estimulada: quando um fóton interage com um átomo, já em um estado alterado de alta energia, e a queda do sistema atômico acontece, liberando dois fótons com a mesma frequência direção e fase.

 

DIATERMIA POR ONDAS CURTAS E MICRO ONDAS

Ondas Curtas

n  Durante muitos anos o ondas curtas foi um dos aparelhos mais utilizados nas clínicas brasileiras de fisioterapia. E em 1991 teve início a utilização do ondas curtas pulsado.

n  Quando cargas elétricas se movem são denominadas correntes elétricas. Cargas em constante movimento forma uma força magnética. A área na qual a força magnética fica evidente é chamada de campo magnético.

n  Se uma carga elétrica é acelerada, ela causa a produção de uma radiação eletromagnética que se irradia para longe a partir da carga e fica independente da carga.

n  Frequência de rádio na faixa de 10 a 100 MHz são ondas curtas. Como o aparelho se encontra nessa faixa é chamado de diatermia por ondas curtas. 27,12 MHz e comprimento de onda de 11 metros.

n  Correntes oscilatórias de alta frequência produzirão radiações eletromagnéticas que podem ser irradiadas a partir de antenas.

n  INDUTIVO : calor formado por uma onda caminhante não necessitando de campo eletromagnético. Este tipo não é fabricado no Brasil.

n  CAPACITATIVO : placas ou eletrodos de Shiliepack, onde há formação de um campo elétrico à partir da presença de cargas elétricas e magnético produzido por uma carga elétrica móvel.

n  As correntes oscilantes  de alta frequência dentro dos tecidos que causam aquecimento.

n  Maior frequência maior penetração.

n  Todos os tecidos dentro do campo irão responder, de forma diferente, às oscilações de alta frequência. O nível de calor gerado depende da condutividade dos tecidos, e os tecidos com alto teor de água e íons são aquecidos com maior rapidez.

Modalidades de aplicação

n  Transregional

n  Coplanar

n  Longitudinal

n  FATORES QUE AFETAM O AQUECIMENTO:

n  Tipo de aplicação, espaçamento dos eletrodos, espaço entre os eletrodos e a pele.

 

 

 

Cicatrização e fases

n  Forma contínua ou pulsada

n  Colocação dos eletrodos

n  Frequência

n  Tempo de aplicação

n  Potência média

Cuidados e contra indicações

n  Metal ou umidade causará concentração do campo elétrico e poderá ocorrer uma queimadura.

n  Materiais sintéticos.

n  Pacientes obesos.

n  Olhos.

n  Gravidez.

n  Hemorragias ou tecidos isquêmicos.

n  Tumores malignos.

n  Trombose venosa.

 

n  Explicações avançadas para explicar o mecanismo pelos quais o ondas curtas pulsado e o ultra som pulsado age nos tecidos são inteiramente especulativas.

n  Íons, moléculas, membranas e talvez células são agitadas aumentando a atividade fagocitária, enzimática e transporte através das membranas. Isso acelera o processo inflamatório e cicatrização.

 

Micro ondas

n  É uma modalidade de aquecimento profundo terapêutico com comprimento de ondas mais curtos que o ondas curtas e mais longo que as radiações infra vermelhas.

n  Frequência de 2.450MHz e 12,5 cm de comprimento de onda.

n  Um dispositivo chamado magnetron gera correntes oscilantes diretamente da alta velocidade dos elétrons ao longo de um cabo até uma antena que irradia microondas.

n  Quando a energia eletromagnética da radiação por microondas e ondas curtas é absorvida dentro do tecido ela provoca movimento iônico, rotação de dipolos e distorção da órbita dos elétrons que levam ao aquecimento.

n  As microondas são acentuadamente refletidas pela pele e há refração nos tecidos .

n  A profundidade é de 3 cm.

n  Absorção na pele, gordura, músculo e pouco no osso.

 

n  Distância X tempo X potência vai determinar o aquecimento, além da natureza dos tecidos.

n  As indicações são as mesmas do ondas curtas, sendo mais indicado para áreas menores.

n  Deve-se levar em conta a fase da patologia.

n  Tempo de 20 minutos.

n  Contra indicações as mesmas do O.C.